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Guias práticos

Como traduzir legendas localmente no Mac

Passo a passo: transcrever, corrigir, traduzir e exportar legendas inteiramente no Mac com o cinemaOS, com níveis de qualidade honestos e QC antes da entrega.

Pode transcrever, traduzir e exportar legendas sem que nenhum dos seus diálogos saia do Mac. Para traduzir legendas no Mac com o cinemaOS, o caminho inteiro está num só sítio: Finisher ▸ Localize ▸ Captions. Transcreve o clip localmente, corrige palavras e oradores, escolhe uma língua de destino, carrega em Translate Local, verifica o resultado lado a lado na pré-visualização Bilingual, corre o QC e exporta SRT ou outro formato, ou queima as legendas na imagem.

Este guia percorre cada passo e é honesto quanto à qualidade. A tradução local é útil, mas não substitui um falante nativo em todas as línguas. O cinemaOS diz-lhe que línguas precisam de revisão antes da entrega.

Porquê traduzir localmente

Em filmes ainda não lançados, entrevistas com participantes vulneráveis ou trabalho de clientes sob NDA, enviar uma transcrição para um serviço na nuvem é uma decisão a sério. Muitos editores preferem não a tomar.

No cinemaOS, nenhum projeto, média, transcrição ou pedido é enviado para a IA. A rede é usada apenas para conta, licença, pagamento e atualizações. Pode desligar o Wi-Fi e fazer tudo o que está neste guia. O nosso artigo sobre IA no dispositivo e privacidade na edição de vídeo explica os compromissos com mais profundidade.

Antes de começar: o cinemaOS corre em Apple silicon com macOS 15 ou posterior. 8 GB de memória são suportados; as tarefas de IA pesadas simplesmente correm uma de cada vez.

Passo a passo em Localize ▸ Captions

Passo 1: abra o Captions e transcreva

  1. No Sequencer, selecione o clip ou a sequência com fala.
  2. Vá a Finisher (⌘2) ▸ Localize ▸ Captions. Também pode abrir o HOME (⌘⇧H) e escolher o mosaico Captions.
  3. Defina a língua falada como Auto Detect, ou escolha-a se a souber. Escolhê-la evita erros de deteção em clips curtos ou com sotaques fortes.
  4. Transcreva, ou prima ⇧⌘T para "Transcribe with J.A.R.E.D."

A transcrição corre localmente com modelos de fala incluídos (Parakeet, e Whisper para as línguas que o Parakeet não cobre). A deteção de oradores separa até quatro pessoas. Se trabalha com edição pelo texto, o nosso guia para transcrever uma entrevista e editar pelo texto usa a mesma transcrição.

Passo 2: corrija palavras e oradores antes de traduzir

Este é o passo que as pessoas saltam, e é o que decide a qualidade de todas as línguas que se seguem. Qualquer erro na origem é traduzido fielmente para todos os destinos.

  • Nomes e lugares. Verifique cada nome próprio. Os modelos de fala adivinham nomes pouco comuns.
  • Números, datas e unidades. Torne-os consistentes na origem.
  • Oradores. Onde duas pessoas se sobrepõem ou um orador aparece identificado duas vezes, junte ou reatribua. Quatro oradores é o limite da deteção, por isso painéis maiores precisam de identificação manual.
  • Quebras de linha e tempos. Divida legendas longas em pausas naturais. As traduções ficam muitas vezes mais longas do que a origem; uma linha de origem apertada torna-se uma linha de destino ilegível.
  • Bordões. Decida já se os "hum" e os falsos arranques ficam. Retirá-los na origem mantém todas as traduções mais limpas.

Uma regra prática: veja o filme inteiro uma vez na vista Source antes de traduzir seja o que for.

Passo 3: escolha o destino e leia o chip de nível

Escreva a língua de destino, por exemplo "French". Ao lado aparece um chip de nível que mostra até que ponto o modelo local lida bem com essa língua. O cinemaOS oferece 58 línguas, cada uma classificada num de três níveis:

  • Good · spot-check. Neerlandês, francês, alemão e português (Portugal). O resultado é geralmente sólido; confirme por amostragem nomes, expressões idiomáticas e tom.
  • Draft · review before delivery. Línguas que incluem japonês, espanhol e italiano. Utilizável como primeira versão a corrigir por um revisor fluente.
  • Rough · native review before delivery. Trate-o apenas como ponto de partida. Um falante nativo deve reescrever, e não apenas rever.

Estes níveis vêm de medições, e são mostrados de propósito. A tradução corre num único modelo incluído, no dispositivo, sem recurso à nuvem. É honesto dizer que hoje só quatro línguas estão classificadas como Good.

Passo 4: traduza com Translate Local

Carregue em Translate Local. A tradução corre por blocos, por isso pode acompanhar o progresso e cancelar a qualquer momento. Se parar ou sair, Resume translation retoma onde ficou em vez de recomeçar.

Num Mac de 8 GB, as outras tarefas de IA pesadas esperam pela sua vez, por isso comece as traduções longas antes de uma pausa e não a meio de uma correção de cor.

Passo 5: reveja na pré-visualização Bilingual

Alterne a vista entre Source, Translation e Bilingual. A vista Bilingual mostra as duas línguas juntas sobre a imagem, que é a forma mais rápida de um revisor que lê ambas apanhar:

  • sentido que se desviou, sobretudo em piadas, expressões idiomáticas e ironia;
  • nomes que foram traduzidos quando não deviam;
  • um registo errado para o orador (tu ou você, tu ou vous, du ou Sie);
  • linhas que agora são longas demais para ler no tempo em que estão no ecrã.

Se o seu revisor não usa o cinemaOS, exporte a tradução em SRT e envie-a com uma cópia de revisão da imagem. Guarde em segurança a transcrição de origem corrigida, para poder voltar a traduzir depois de alterações na imagem.

Passo 6: corra o QC e depois exporte ou queime na imagem

Antes de exportar, escolha um perfil de QC adequado ao destino do ficheiro e corra-o. As verificações que mais importam são as habituais: velocidade de leitura, comprimento das linhas, legendas sobrepostas e tempos. Depois escolha um modo:

  • Strict quando uma plataforma publica regras rígidas e quer ver todos os problemas antes de decidir como os resolver;
  • Compatible Repair quando o objetivo é um ficheiro que reproduza sem falhas no maior número possível de leitores.

Depois exporte. O cinemaOS escreve SRT, WebVTT, ASS, SCC, EBU-STL, iTT, IMSC1, EBU-TT-D e FCPXML. Se não tem a certeza de qual uma plataforma precisa, veja formatos de legendas explicados. Para projeções, publicações em redes sociais ou qualquer leitor que ignore ficheiros externos, use Burn In para renderizar as legendas na imagem como um novo entregável.

Uma checklist curta antes da entrega

  1. Transcrição de origem corrigida e vista na íntegra.
  2. Oradores identificados, sobreposições resolvidas.
  3. Nível da língua de destino anotado; Draft e Rough revistos por um falante fluente ou nativo.
  4. Passagem Bilingual feita com imagem.
  5. QC corrido com o perfil que a plataforma espera.
  6. Formato correto exportado, ficheiro com o código da língua no nome.
  7. Uma cópia com legendas queimadas feita apenas onde um ficheiro externo não funciona.

FAQ

Isto funciona sem ligação à internet?

Sim. A transcrição, a tradução, o QC e a exportação correm todos no Mac. O cinemaOS só precisa da rede para verificações de conta e de licença, e funciona offline até sete dias entre verificações.

Que línguas posso entregar sem revisor?

Nenhuma, em rigor. Mesmo o nível Good (neerlandês, francês, alemão, português (Portugal)) deve ser verificado por amostragem. As línguas Draft e Rough precisam de revisão por um falante fluente ou nativo antes da entrega.

Quanto tempo demora a tradução local?

Depende da duração do filme, da língua e do seu Mac. A tradução corre por blocos com progresso visível, e pode cancelar e usar Resume translation mais tarde, por isso uma longa-metragem não tem de ser feita de uma assentada.

Experimente no seu próprio filme

Pegue numa cena, desligue o Wi-Fi e faça o caminho completo, de Auto Detect até um SRT verificado pelo QC. Descarregue o cinemaOS e use o período experimental gratuito de 60 dias; não é preciso cartão.